
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
APOSTA
Eu deixo o queijo mofar por inteiro pra não ter que meter-lhe a faca.
Hilário...
Insiste em dizer: "quem parte o queijo é otário"
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
DIÁLOGO DE SÁBADO A TARDE
Breve diálogo retirado de uma conversa virtual entre LIVREE (Ric) e CHIEN DE RUE... (Gnz). Segue o texto em anexo:terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
PRATO DO DIA ANTERIOR
Receita: Kauathi SahiiOrigem: Maori
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Ingredientes:
- 2 peitos de pombo
- 1 colher de gordura animal (banha de foca)
- 1 colher de sopa de amido de batata barôa
- 250g de açaí (concentrado)
- 1 colher de salsa, manjericão e alecrim desidratados
- 8 azeitonas pretas sem caroço
- 100ml de leite de côco
- sal a gosto
- 1 colher de sobremesa de mel silvestre
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Preparo:
Derreta a banha de foca numa frigideira profunda de barro, no fogo à lenha. Adicione o amido de batata barôa para que se faça a base do molho. Após dissolver completamente a banha coloque o açaí lentamente. Misture às pressas, mal e porcamente com o leite de côco. Não deixe ferver. Acrescente o sal junto com as azeitonas moídas. Retire a frigideira do fogo e coloque as ervas desidratadas por cima do molho. Cubra todo os peitos do pombo com o molho de açaí, derramando o mel por cima e está pronto para servir.
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Rendimento: 1 porção pequena
domingo, 10 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
CAMILA
Morder-te ei as canelas, anjo em cachos, até que a penca do teu sabor hortelã traga-me o suculento perfume de um país tropical, ao dourar de tua seda, em orvalho do corpo grelhado ao sol. Tua luz! Em doce vinhedo de jabuticaba me acabo por ébrio em passos, quadrís, e boleros quando a flor de meu cáctus a ti ofereço. A minha penúmbra tão alva ao vulto. E volto! Todo santo que é dia, a ti trazer-lhe meu bom. Dia. Ainda que a noite nos beije na cama..quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
SONHO DE HOJE
Era ele. Assente ao meu lado no velho sofá. Aparentava alguns quilos a mais, esbanjando saúde. O raro cabelo azeviche em outrora reluzia um pálido brilho de neve, o que afastava-me por mais à lembrança, ainda que imune a contradição. Era ele, meu avô. Restrito apenas à minha visão. Impossível seria qualquer discrição por palavras de tal acalento presente. Arriscaria "amor", entre os demais signos, de semelhante natureza. Tamanha fora o sobressalto, que não tardei a pergunta. "Vô, tens idéia de que éres espírito??" Bonançoso tal sempre fora, respondeu-me de imediato. "Sim, filho. Estou ciente do caso.Porém minha natureza é de olhos, boca e nariz..."sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
MARIA EDUARDA
Decidida, entulhou o alforje com bagatelas miúdas que julgara relevantes à fuga. Calçou suas velhas chinelas e com a ponta dos dedos anafados despenteou sua franja, permitindo que esta caísse-lhe aos olhos. Pronto. Chegara ao ápice de sua tensão. Rompeu o salão opulento de suas indiferenças, onde espectadores parcialmente imóveis, sorriam um calmo verão prematuro. Cogitou por explicações, porém tal herança trombava-lhe aos dentes feito bocejo, impedindo que um breve adeus lhe rasgasse a pose. Ainda era manhã. Temente ao cativeiro patriarcal que sua patologia a subordinara, tentou ganhar tempo. E ganhou. Levara apenas um quarto de hora para abandonar todo o pavilhão. Estava do lado de fora. Censurou de início a ausência de raias, mas estava ciente de seus objetivos. Teria de se acostumar com o vasto. No auge de seus quatro anos de vida, Maria Eduarda deixara o trono de suas províncias.TECLA SAP
Música: No Controlterça-feira, 8 de janeiro de 2008
DIÁLOGO DE SÁBADO A TARDE
Breve diálogo retirado de uma conversa virtual entre Bruno (Cogú) e CHIEN DE RUE... (Gnz). Segue o texto em anexo:_________________
-CHIEN DE RUE diz: Pode crê. Eu já tenho pena dela. Por dois motivos.
-Bruno diz: Por quê?
-CHIEN DE RUE diz: Um, por ter namorado contigo.
-Bruno diz: Essa ela já superou!
-CHIEN DE RUE diz: Outro por entrar pra essa maldita vida de artista.
-Bruno diz: Pior é que ela fez filosofia. Imagina!
AONDE LEVAM MINHAS SOLAS
Local: Ercíliasegunda-feira, 7 de janeiro de 2008
SESSÃO MERCHANDISE

Você se sente seguro? Se julga capaz de defender sua família? O que dirá seus bens materiais? Confia em alarmes, porteiros, empresas de segurança privada? Você acredita na lei? Imaginamos que não. Por isso, a Nelson Bullets (uma das quatro maiores indústrias bélicas da América do Norte e a sexta no raking mundial de armamento) está trazendo à você, cidadão brasileiro, a oportunidade de não mais se sentir impotente perante a violência cotidiana. Basta de medo! Chega de pedir desculpas no trânsito ou abaixar a cabeça à estranhos nos centros de grandes cidades! Nosso produto garante a você e a sua família, tranquilidade e uma boa noite de sono, fazendo do seu lar uma fortaleza munida para quando necessária. Não perca a oportunidade de estocar munição em sua despensa, pois sabemos que a vida nos pega de surpresa. Temos imperdíveis promoções para caixas com mais de 500 unidades de munição. E as novidades não param por aqui. A Nelson Bullets está lançando sua nova linha de munição para pistolas semi-automáticas de uso caseiro, calibre 9mm. Trata-se de um projétil muito mais leve, porém de maior impacto, garantido dano irreparável a vítima. Ou seja, não há risco do invasor retornar. Você pode ligar agora mesmo e adquirir seu kit munição de uso caseiro da marca mais vendida entre as famílias americanas por um preço promocional de inauguração. Na compra de 8 caixas de 500 unidades cada, além do desconto de 20% no total e a isenção da taxa de correio, você ainda leva inteiramente grátis 2 caixas de chumbo para armas de pressão de uso infantil. (consulte em nosso site a tabela). DESARMAR O CIDADÃO, NÃO É A SOLUÇÃO! Faça uso do seu direito civil. Proteja sua família do inimigo!
AVISO IMPORTANTE - lei 10826/03
A aquisição de uma arma de fogo só pode ser feita por pessoas maiores de 25 anos (civis) ou 18 (militares) e depende de registro concedido por autoridade competente. Sua utilização exige treinamento e equilíbrio emocional. Guarde sua arma em local seguro e fora do alcance de crianças.
NELSON BULLETS s/a : http://www.nelsonbullets.com/ filal no Brasil: (33) 34562312
ESPERANDO HORÁCIO
Já haviam se passado três horas. Cento e setenta e oito minutos a mais que o pevisto, capaz de inquietar até mesmo o mais paciente dos monges budistas. Quer sejam tibetanos ou não.Um quarto de dia e nada. Ali sancionava a falência de todo sistema.
Do maço amassado puxou o remoto cigarro e riscando um palito de fósforo, pensou: "Ai desses filho da puta se vier alguém me encher o saco." E ninguém foi.
Seus olhos fitavam o chão em um trago estreiante. Tossiu. Mas o fez indiscreto. Tamanha fora sua rouquidão que causou desconforto em todos presentes na sala."Que se foda." Continuou por mais quase oitenta segundos em tosses, pigarros e tragos até que o chamassem pelo nome. Antes mesmo de se levantar da molesta poltrona de espera, Horácio Menezes de Lima arremessou o cigarro ao chão. Com o dedo médio apoiado ao polegar, formando o esboço de uma catapulta. "Como se não me bastasse a demora, ainda não me deixaram terminar meu Marlboro."
Seus passos obesos romperam em eco o silêncio, perto de mórbido, daquela saleta. Caminhou por mais vinte e quatro segundos e meio até o guichê. Da estreita janela ensebada, uma voz muito aguda o recebeu. Somaram mais seicentos e trinta segundos até perceberem que, devido a senilidade do rabugento paciente, este havia esquecido todos seus documentos em domicílio, sendo assim incapaz de realizar a consulta.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
DURALEX SED LEX
- Na cidade de Frankfurt, na Alemanha, é proibido usar cavanhaque. DICAS DO VELHO SOFÁ

PODUÇÃO: Marc Abraham. Eric Newman .Hilary Shor. Iain Smith. Tony Smith
FOTOGRAFIA: Emmanuel Lubezki
TRILHA SONORA: John Tavener
O DIA SEGUINTE
Como se não lhe bastasse a insônia, seu desconforto horizontal o cuspira dezenove graus noroeste de seu abastado leito, ao chão.Bastardo. Ou não.
Não importa se cedo, sua falta de motivos o fez levantar.
Seguiu maquinal o trajeto de sempre. Tal como se nunca pudesse opções.
O regozijo de fora o murchava por dentro.
Da margem ao centro, a enorme azia em erupção.
Litros de água sem qualquer que seja o efeito; se foste assim tentativa de ressureição.
A ressaca.
O por quê do dia seguinte.
Tabaco por vícios. Amargo por vários. Amado por poucos.
Porém era este o dia. Seguinte.
E seguiu.
O sol da janela ardia. É, ainda é dia.
Um banho? Pra toda essa banha?
Talves só o fluxo e o barulho da água. Inodora.
É, pra ele era hora.
E foram-se quartos de hora no quarto de banho. Até que encharcado, murchou ainda mais.
Cabeça? Quase trinta quilos.
Os pés e as mãos, mais uns vinte. O resto são gazes.
Por dentro, arenoso o solo resseca a vida que insiste em brotar.
Porém murcha.
Porém marcha.
É dia seguinte e precisa arcar com o seu calendário.















