sábado, 25 de novembro de 2006

TRILHA DA MADRUGADA



álbum: Mama Africa
Artista: Peter Tosh

O álbum escolhido como trilha sonora para o início dessa madrugada foi o disco de 1983: MAMA AFRICA do artista jamaicano conhecido como Peter Tosh. Tosh, juntamente com Bunny Wailer e Bob Marley fundaram em 1965 o conjunto The Wailers, o que viria a consagrá-los como disseminadores da palavra de Jah com sua música revolucionária e seu caráter religioso. Década após o surgimento do conjunto de reggae politicamente mais sólido que se havia formado na Jamaica, Tosh decidi abandonar a banda por desentendimentos internos. 1975 a situção política jamaicana se agrava. A incrível dupla de instrumentistas Sly Dunbar (bateria) e Robbie Shakespeare (baixo) agora formava ao lado de Peter Tosh a banda Word Sound and Power. Vários álbuns foram lançados até o ano de 1983 quando Peter reformulou sua banda, passando a contar com o competente baterista Santa Davis e outros instrumentistas de igual calibre. Essa formação gravaria álbuns de peso como no caso do disco analisado. MAMA AFRICA. Um LP originalmente lançado em 1983 e remasterizado no ano de 2002 pela gravadora EMI, contendo então mais 3 versões diferenciadas de faixas contidas no álbum. O disco apresenta 12 faixas que seguem uma linha expressiva do começo ao final das gravações sem que se possa ter a impressão de monotonia ou homogenidade dentro do trabalho. O título do disco se faz em música de abertura Mama Africa, passando por clássicos como Glass House, Not Gonna Give It Up, Stop The Train, Maga Dog e a famosa regravação do antológico hino do Rock n´Roll: Johnny B. Good (Chuck Berry) em uma versão agora fiel e politizada aos precendentes do rastafarismo jamaicano. Tosh possui um timbre de voz impossível de ser confundido, tornando em melódicas preces todo o seu desconforto político. A faixa Not Gonna Give It Up além de ser uma maravilhosa composição é munida de um discurso político afirmando sua luta direta pela libertação de seu povo. Mama Africa na verdade é uma homenagem ao berço de toda a cultura negra espalhada pelos demais continentes. Tosh deixa claro sua devoção à cultura africana numa belíssima declarção de amor a tudo que se remete ao dígno conceito de nação. Peace Treaty indaga a quebra constante do tratados de paz assinados entre os governantes. Glass House trata a questão do julgamento de um ser humano portador de pecados por outro de semelhante fraquesa. E assim segue todo seu conteúdo munido de poesia e política, além de harmonias fantásticas que nos levam a pegar uma duradoura carona por este subversivo universo do reggae. Um ótimo álbum para os famigerados apreciadores da perfetia junção entre discursos carregados de política e poesia e a equlibrada cadência jamaicana.

Um comentário:

totoin disse...

mano,começando assim pode ter certeza q sua madrugada vai ser abençoada,mts boas vibes ai pra tds cumpade,é nozesss sempre!