quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

CRISE DE VAN GOGH

Meus dedos do pé.
Malditas penínsulas.
Colônias em constantes conflitos territoriais.
Pecam em desequilíbrio.
Levam todo o resto a tombar ao chão.
Curiosos.
Poupem-me de falhos suicídios.
Do chute ao lapso.
Insistência em ser bípede.
Raízes da sola? Suporte? Que nada!!
Cinco filhotes por pé.
Mamando todo meu sangue.
Na farsa de manter-me sempre ereto.
Como se pudesse postura de Deus.
Feios! Frios! Fedidos!
Não mais os questiono.
Apenas os corto com um canivete suíço...

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