terça-feira, 5 de dezembro de 2006

DENÚNCIA:

O BRUXO DE TAPEORÁ:
Hoje, a população de Tapeorá (município de Belém do Brejo da Cruz, região interiorana do estado da Paraíba) foi às ruas para protestar contra a nova lei regional assinada pelo atual prefeito Pablo Ianna, que entrou em vigor na manhã dessa terça-feira, dia 05 de dezembro deste mesmo ano.. A lei consiste na suspensão de qualquer atividade paranormal, tornando ilegal a prática de bruxaria e rituais de magias negras nas dependências do vilarejo, o que levou o hipnólogo Alexandrino Borges a ser detido em flagrante. "O bruxo vinha realizando trabalhos de magia negra há alguns meses na cidade, trazendo o terror e insegurança à população."- alega o prefeito - "Como autoridade máxima do município de Tapeorá, caberia à mim tomar as devidas providências". Indignada, a população vai às ruas clamando pela libertação de Alexandrino em uma procissão quase que religiosa. Aos prantos, senhoras cantavam estranhos hinos enquanto a cera das rubras velas lhes escorriam às mãos. Crianças em palmas pausadas. Uma enorme manifestação de fé e devoção foi instaurada na porta da úncia delegacia da cidade. O protesto, ainda que pacífico, gerou transtorno nas mediações do distrito policial, tornando delicada a situação do delegado municipal Rubens Lima. " Nunca tinha visto alguma coisa tão tenebrosa na minha vida aqui nessa cidade! Nunca! Aqui sempre foi sossegado. Nunca teve disso não. Viste a cara daquelas pessoas? Ouviste o canto? Quê que é isso. Aquilo sim é coisa do demônio.." - afirma o delegado. A manifestação durou cerca de 5 longas horas. Somente com a libertação em condicional de Alexandrino Borges (o bruxo de Tapeorá) mediante ao pagamento de uma pequena quantia em dinheiro, que a população retomou suas atividades normais. "O bruxo foi solto, mas a lei segue em vigor"- afirma o delegado. Ao conceder uma breve entrevista coletiva à imprensa, Alexandrino disse que o delegado não tinha motivos evidentes para sua prisão preventida, assim como não possuia provas materiais para a consumação do ato. Afirmou também que não se trata de um bruxo e sim, um conselheiro espiritual que apenas cumpria a missão que lhe foi designada, esta que seria levar a palavra do Anjo Caído à população de Tapeorá, e que não cessaria até que o próprio Anjo concordasse. Por último, citou a liberdade de expressão como álibe para seus delitos, concordando também em dar um tempo para essa mágica poeira baixar.

2 comentários:

Camila disse...

já aconteceu algo parecido em Ouro Branco...

Pandora disse...

Mas sorria! Vivemos num país livre!! :)
Daqui a pouco a Inquisição me queimará em uma fogueira... mas don't worry irmão, be happy!... vivemos em um país livre onde todas as culturas e miscigenações possíveis convivem em santa harmonia!